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30 dezembro 2025

A Ponte Rainha D. Amélia (Muge)

A ponte sobre o Tejo perto de Muge é a histórica Ponte Rainha D. Amélia, uma notável obra de engenharia ferroviária inaugurada em 1904, que ligava Porto de Muge (Cartaxo) a Muge (Salvaterra de Magos) e que, após a construção de uma nova ponte ferroviária ao lado, foi convertida para tráfego automóvel e pedonal, sendo hoje uma via de comunicação importante e com vista sobre o rio Tejo. 

29 dezembro 2025

Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) - O absurdo normalizado

Quem tem imóveis em seu nome (casas, garagens, lojas, entre outros) tem de pagar, todos os anos, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

A carta com o valor de IMI a pagar e dados de pagamento é enviada aos contribuintes até 30 de abril de cada ano, por correio postal ou através do sistema de notificações e citações eletrónicas.


O IMI é um imposto absurdo. E, pior do que isso, é um imposto injusto.
Taxa-se a terra que é nossa. Taxa-se a casa que é nossa. Ano após ano, cobra-se uma renda eterna sobre um bem que já foi pago, muitas vezes com décadas de trabalho, empréstimos e sacrifícios familiares.
Não é espaço público! Não é propriedade do Estado! É património privado, legítimo, adquirido legalmente! Ainda assim, o Estado comporta-se como se fosse senhorio. Um senhorio que nunca construiu, nunca manteve, nunca reparou, mas que aparece religiosamente todos os anos para cobrar.
Chamam-lhe imposto municipal. Mas o nome não disfarça o essencial: é uma penalização permanente por existir num lugar, por ter raízes, por não viver de passagem. Quem tem uma casa paga. Quem não tem, sonha. Quem já pagou tudo, continua a pagar. Uma penalização por não ser sem-abrigo. Uma forma cómoda de financiar por exemplo Festivais do Bacalhau cujos orçamentos envolvem verbas avultadas!
O mais revoltante é a naturalização deste abuso. Aceitou-se que possuir uma casa implica uma dívida eterna ao poder político local, mesmo quando esse poder falha, desperdiça, ignora e se afasta das pessoas que o sustentam. Mandato após mandato, escutar tornou-se um verbo esquecido.
Não se trata de recusar impostos. Trata-se de recusar o absurdo. Numa sociedade que se diz justa, a habitação não pode ser tratada como uma concessão temporária do Estado. Ter um tecto não é um privilégio tributável para sempre. É um direito.

O IMI não promove justiça fiscal. Promove dependência. E enquanto continuar a ser aceite como inevitável, continuará a ser aquilo que sempre foi: uma renda perpétua disfarçada de normalidade.
Mas se o estado... se as autarquias... se comportam como senhorios das nossas casas... também deviam assumir as obras que nelas venhamos a realizar...

19 dezembro 2025

A Escola da Raposa

A Escola Básica nº1 (Raposa) faz parte do Agrupamento de Escolas de Fazendas de Almeirim, sendo um Centro Escolar que atende o 1º Ciclo e o Jardim de Infância na Raposa. Embora o agrupamento tenha a sua sede na EB23 de Fazendas de Almeirim, a EB1 (nº1) e os jardins de infância da área, incluindo os da Raposa, funcionam sob a gestão deste agrupamento, oferecendo educação básica e pré-escolar na localidade.

Pedro Barroso (Partindo-se)

 

16 dezembro 2025

ATERRO DA RAPOSA - Atentado ao Ambiente

AINDA NÃO É DESTA ...

Projecto para o aterro da Ecolezíria na Raposa é atentado ao ambiente 

notícia de notícia de



As cegonhas e os aterros sanitários

Cegonhas nas lixeiras (aterros sanitários) é um fenómeno crescente relativo a aves migratórias, como a cegonha-branca, que trocam as suas rotas tradicionais por "fast-food" fácil em aterros e lixões, aproveitando restos orgânicos, mas enfrentando riscos como ingestão de plásticos e fios que causam ferimentos graves ou a morte, destacando a adaptação das espécies aos ambientes humanos e os perigos da poluição plástica.


Porquê que as cegonhas vão para as lixeiras?
  • Fonte de Alimento: Aterros sanitários oferecem um suprimento constante de comida fácil, como insectos, pequenos animais e restos orgânicos, substituindo a caça tradicional.
  • Alteração de Comportamento: A busca por comida em locais próximos a humanos, em vez de voos migratórios longos, é uma mudança comportamental notada não só nas cegonhas como em várias espécies. 

Os Perigos para as Cegonhas:
  • Ingestão de Plástico: As aves ingerem pedaços de plástico, levando a problemas internos graves, como demonstrado por casos de cegonhas com centenas de plásticos no estômago.
  • Enredamento (Engancho): Fios de enfardar (plástico resistente usado na agricultura) e outros resíduos sintéticos enrolam-se nos membros ou pescoços das aves, causando ferimentos, necrose e amputações, muitas vezes fatais, mesmo em juvenis com poucas semanas de idade.
  • Poluição de Ninhos: Materiais de lixo são levados para os ninhos, aumentando o risco de enredamento para as crias. 
  • Duas em cada três cegonhas-brancas são vítimas da poluição por macroplásticos.




Mamíferos carnívoros em Portugal


  • Lobo-Ibérico: O maior predador português, protegido e vital para os ecossistemas, com populações a norte e sul do Douro, uma espécie protegida e em perigo.
  • Lince-Ibérico: Uma espécie criticamente ameaçada, com um projecto de conservação em Portugal e Espanha. (Programa Lince).
  • Saca-Rabos (Geneta): O único carnívoro diurno.
  • Raposa, Gato-Bravo, Lontra, Texugo, Fuinha: mamíferos carnívoros presentes em diversas regiões. 
  • Urso Pardo Ibéricoextinto como espécie residente em Portugal por volta do século XVII / XVIII, com o último registo de um indivíduo abatido em 1843 no Gerês - no entanto a sua presença é ocasionalmente confirmada por avistamentos dispersos no norte de Espanha, onde se estima que existam cerca de 280 exemplares na Cordilheira Cantábrica e em Portugal no Parque Natural de Montesinho, junto à fronteira com Espanha.
POR FAVOR DEFENDA O PATRIMÓNIO ANIMAL

Defender o património animal envolve proteger a fauna silvestre e doméstica através de denúncias de maus-tratos (à GNR/SEPNA, PSP/BriPA, IRA), respeitar habitats (evitar desmatamento), denunciar tráfico/caça ilegal, apoiar ONGs e promover leis mais fortes e a consciência pública sobre o bem-estar animal e a importância da biodiversidade. É um esforço conjunto entre cidadãos, autoridades e organizações para garantir dignidade e preservação das espécies.