- Lobo-Ibérico: O maior predador português, protegido e vital para os ecossistemas, com populações a norte e sul do Douro, uma espécie protegida e em perigo.
- Lince-Ibérico: Uma espécie criticamente ameaçada, com um projecto de conservação em Portugal e Espanha. (Programa Lince).
- Saca-Rabos (Geneta): O único carnívoro diurno.
- Raposa, Gato-Bravo, Lontra, Texugo, Fuinha: mamíferos carnívoros presentes em diversas regiões.
- Urso Pardo Ibérico - extinto como espécie residente em Portugal por volta do século XVII / XVIII, com o último registo de um indivíduo abatido em 1843 no Gerês - no entanto a sua presença é ocasionalmente confirmada por avistamentos dispersos no norte de Espanha, onde se estima que existam cerca de 280 exemplares na Cordilheira Cantábrica e em Portugal no Parque Natural de Montesinho, junto à fronteira com Espanha.
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16 dezembro 2025
Mamíferos carnívoros em Portugal
11 novembro 2025
De onde vieram os portugueses ?
Os Portugueses são um povo e um grupo étnico da Península Ibérica, no sudoeste da Europa - uma população sul europeia, predominantemente atlântico europeia e oeste-mediterrânica. O português é a sua língua, e o catolicismo a religião predominante e são o resultado da fusão de diversos povos que habitaram a Península Ibérica. A sua origem é o resultado de uma mistura de povos ao longo de milénios.
Os povos que deram origem aos portugueses e como aqui chegaram
1. Estrímnios
A sua passagem enquanto força invasora está arqueologicamente bem documentada nas planícies alentejanas, pelo desaparecimento súbito de povoados na Serra de Huelva e nas margens do Guadiana e pela alteração do modelo de povoamento do Alentejo Central, com as povoações a procurarem locais mais altos para viver.
Fundaram uma cidade localizada na atual Evoramonte, Dipo, que sobreviveu até à época romana. Avançaram até às margens do Mondego, fundando Beuipo (Alcácer do Sal), Olisipo (Lisboa) e Colipo (Leiria).
3. Cempsos
4. Cónios
Eram os habitantes dos actuais Algarve e Baixo Alentejo antes do século VIII a.C, antes de serem integrados em território romano. A origem étnica dos Cónios permanece uma incógnita: poderão ter uma origem celta, proto-celta ou pré-céltica ibérica. Cronistas da antiguidade greco-romana enumeraram mais de 40 tribos ibéricas, entre as quais se contava a tribo cónia.
5. Draganos
A história e origem deste povo está envolta em mistério. Alguns historiadores afirmam que são descendentes da tribo italiana dos Lígures, que terão migrado para a Península Ibérica. Também se coloca a possibilidade de serem antepassados dos Vetões, que viriam a ocupar mais tarde o território que hoje corresponde à Beira Interior.
Uma das poucas certezas que se tem sobre os Draganos é que eles foram os responsáveis pela “cultura dos berrões”, que se carateriza por estátuas de animais como javalis, lobos e ursos que ainda hoje podem ser encontradas em alguns locais de Trás-os-Montes e das Beiras.
6. Vetões
A sua cultura é muito semelhante à dos Draganos. Por isso mesmo, supõe-se que seriam descendentes destes e que teriam migrado da Galícia e de Trás-os-Montes para a Beira Interior.
7. Túrdulos
Podemos dividir os Túrdulos em 2 povos distintos (que também habitaram 2 locais diferentes). Os Túrdulos originais viviam no Alentejo, ao longo do rio Guadiana, antes da chegada dos romanos à Península Ibérica. Alguns historiadores consideram que Túrdulos e Turdetanos seriam o mesmo povo, embora outras achem que eram dois povos diferentes, mas vizinhos.
Mais tarde, deram origem a um novo grupo, os chamados Túrdulos Velhos, que migraram para norte e se estabeleceram na zona que hoje corresponde à Beira Litoral. Juntamente com os Lusitanos e com os Galaicos, os Túrdulos Velhos lideraram a resistência às invasões romanas.
8. Turdetanos
Embora alguns historiadores considerem que eram o mesmo povo que os Túrdulos, existem evidências que poderá não ser exactamente assim. O geografo grego Estrabão considerava-os os habitantes mais cultos e civilizados da Península Ibérica. Para isso terá contribuído serem descendentes dos Tartessos, um povo culturalmente avançado para aquela época.
Exploravam minas de prata e cobre, faziam comércio com os povos vizinhos, produziam cerâmica de qualidade e tinham rituais funerários próprios (os seus mortos eram incinerados e não enterrados).
9. Lusitanos
Eram um povo celtibérico que viveu na parte ocidental da Península Ibérica. Os Lusitanos limitavam a Norte com os galaicos e astures, a sul com os béticos e a oeste com os celtiberos, na zona mais central da Hispânia Tarraconense.
A sua figura mais notável e conhecida foi Viriato, um dos líderes do combate aos romanos, que foi assassinado à traição. As suas fronteiras não coincidiam com o atual território nacional, mas são uma das bases etnológicas dos portugueses do centro e sul, assim como dos habitantes da Extremadura espanhola.
10. Fenícios
Este povo de navegadores e comerciantes era originário do atual Líbano e da zona costeira da atual Síria. A abundância de peixe nas nossas costas despertou o interesse dos Fenícios, assim como a procura de metais como a prata, cobre e estanho.
Traziam produtos como tecidos, vidros, porcelanas e armas para trocas comerciais. Fundaram as Feitorias (postos comerciais) no litoral, criaram o primeiro alfabeto e usaram o papiro para escreverem. Infelizmente, restam-nos poucos vestígios deste povo.
11. Gregos
Concorrentes comerciais dos Fenícios, chegaram à Península Ibérica depois destes e aqui fundaram diversas colónias, introduzindo a civilização helénica no Sul e Leste da Península.
Como vestígios da sua presença, deixaram a ânfora, vasos e moedas, assim como a noção de moeda, que começou a ser cunhada localmente. No entanto, esta prática apenas se tornou corrente nos restantes territórios da Península Ibérica em anos posteriores, sob a influência de Cartago.
12. Cartagineses
Descendentes dos Fenícios, dedicaram-se ao comércio de metais e à salga do peixe. A eles se atribuí a fundação de Portimão e de outras colónias de pescadores na costa algarvia.
Para além de comerciantes, eram também grandes exploradores, com muitos historiadores a acreditarem que chegaram à Serra Leoa e ao Golfo da Guiné, embora não seja provável que tenham estabelecido rotas permanentes de comércio. Não se crê que tenham feito trocas comerciais para além de Marrocos.
13. Celtiberos
Segundo alguns autores, são o povo que resultou da fusão das culturas do povo Céltico e do povo Ibero, nativo da Península Ibérica. Não existe unanimidade entre os historiadores quanto à origem destes povos. Para alguns autores são um povo celta que adaptou os costumes e tradições iberas.
Estavam organizados em gens, uma espécie de clã familiar que ligava as tribos autónomas numa espécie de federação. Resistiram bravamente aos invasores romanos até cerca de 133 a.C. Deste povo desenvolveram-se os Lusitanos.
14. Romanos
15. Suevos
Começaram por ser guerreiros e lavradores, e, mais tarde, tornaram-se conquistadores e alargaram o seu reino para sul, até ao Tejo. Converteram-se ao cristianismo por influência de S. Martinho de Dume e fundaram o Reino dos Suevos, com capital em Braga.
Segundo o historiador Dan Stanislawski, o Norte de Portugal tem ainda fortes influências suevas, com a prevalência de pequenos terrenos rurais, o arado quadrado, o espigueiro e nomes como Freamunde ou Guilhofrei, que evocam origens germânicas.
16. Visigodos
Chegaram à Península Ibérica em 416, fundando um reino e submetendo os suevos, dominando assim o território durante longos anos. O reino dos Visigodos era uma monarquia absoluta, com capital em Toledo. Regiam-se pelo Código Visigótico e tinham uma sociedade formada por clero, nobreza e povo.
A pouca arte visigótica que podemos admirar em Portugal está na ourivesaria e arquitetura, como a Capela de S. Frutuoso de Montélios, a Igreja de S. Pedro de Balsemão e a Igreja de S. Gião da Nazaré. Deixaram um importante legado jurídico.
17. Alanos
Os Alanos foram um povo de origem persa que migrou para diversas partes da Europa nos séculos IV e V. Após serem derrotados pelos Hunos, resolveram acompanhar os Suevos e os Vândalos numa migração que atravessou os Pirinéus e os conduziu até à Península Ibérica.
Estabeleceram-se na zona que correspondeu no passado ao território dos lusitanos, a Lusitânia, com capital em Pax Julia, a atual cidade de Beja. No entanto, não estiveram por cá muito tempo: foram derrotados em batalha pelos Visigodos e expulsos para o norte de África juntamente com os Vândalos.
18. Vândalos
Tal como os Alanos e os Suevos, migraram para a Península Ibérica no século V. Dividiram-se em 2 grupos: no norte misturaram-se com os Suevos e formaram o reino com o mesmo nome, enquanto que a sul tinham o seu próprio reino, localizado na região que hoje corresponde à Andaluzia.
O seu destino foi em tudo semelhante ao dos Alanos: derrotados pelos Visigodos, fugiram para o Norte de África através do estreito de Gibraltar e aí fundaram um novo reino, que também viria a durar pouco tempo.
19. Judeus
Até à sua expulsão, no reinado de D. Manuel I, existiam muitos judeus no nosso país, com grande relevância e influência na sociedade. Muitos deles desempenharam importantes e relevantes trabalhos para o sucesso das descobertas portuguesas, em áreas como a matemática, astronomia e cartografia.
Tomar e Coimbra são algumas das cidades com traços da arquitetura judaica do passado (como fontes). Na gastronomia, deixaram a sua marca na famosa alheira de Mirandela (Trás-os-Montes).
20. Mouros / Muçulmanos
A presença muçulmana no nosso país durou 500 anos, pelo que é natural que tenham deixado inúmeras marcas. Temos mesmo diversos bairros atuais que preservam o mesmo aspeto do tempo dos muçulmanos (como a Mouraria e Alfama), assim como a sua influência nas casas tradicionais do Alentejo e Algarve.
Inventaram o tanque, a nora e os canais de rega, e trouxeram a oliveira, o limoeiro, a laranjeira, a abóbora, a cenoura, o arroz e a figueira. Na gastronomia, deixaram-nos o arroz doce, a aletria e o açúcar, entre outros. Hoje, quase todas as palavras portuguesas começadas por al têm origem muçulmana.
21. Africanos
A zona do Sado foi povoada por escravos negros, existindo registos paroquiais e do Santo Ofício que mostram que já no século XVI havia pessoas de cor negra a viver em terras de Alcácer.
A verdade é que, no século XVI, muitos portugueses embarcavam nas naus, o que agravava o défice demográfico existente. Por esta razão, os proprietários das férteis terras do Sado decidiram povoá-las com negros comprados no mercado de escravos.
22. Ciganos
Segundo alguns documentos, os ciganos encontram-se em Portugal há cerca de 500 anos, tendo vindo do Noroeste da Índia, fruto de um movimento migratório feito através de longas caminhadas, que originou a apropriação de culturas e línguas diferentes, mas com elementos em comum.
O primeiro grupo que chegou a Portugal, em meados do século XV, terá causado alguma estranheza, pela sua língua estranha, por se vestirem de forma considerada exótica e por terem hábitos e culturas diferentes.
23. Franceses
Em 1199, D. Sancho I, para além de doar a Herdade da Açafa à Ordem do Templo, anuncia a vinda de colonos franceses, que chegariam de forma faseada, para povoar o nosso território.
Estes colonos instalaram-se e ergueram habitações, fundando aglomerados populacionais a que deram o nome de origem das suas terras. Assim surgiram terras como Nisa, a “nova Nice”.
A expansão marítima e a colonização trouxeram novas influências culturais e linguísticas que continuam a moldar a identidade portuguesa
Podem destacar-se algumas que são bem positivas e facilitam a convivência diária.
São pessoas prestativas
Os portugueses, de modo geral, são pessoas prestativas, sempre dispostas a ajudar - não é difícil encontrar alguém disponível para dar uma informação na rua, dar uma boleia ou ajudar a carregar uma caixa.
São honestos
A honestidade é uma das qualidades que mais encantam nos portugueses. Procurar o dono de um objeto perdido ou guardar uma carteira encontrada na rua são situações comuns.
São francos e directos
Essa é uma característica admirável, embora algumas pessoas não gostem e considerem falta de educação. Normalmente, os portugueses não têm receio de dar sua opinião, de reclamar se for preciso ou de demonstrarem o seu descontentamento com alguma coisa. A fala directa e sem muitos rodeios é uma realidade em Portugal.
Têm orgulho na sua cultura
O povo português tem orgulho na sua história e na sua origem – estão satisfeitos por serem quem são e não escondem esse facto.
São um povo com uma riquíssima gastronomia e ficam felizes em apresentar os pratos mais típicos do país para os recém-chegados.
Ser recebido na casa de um português é sinal de amizade, sempre com boa comida e bebida na mesa.
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Em Portugal, 𝗲́ 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗮𝘀 𝗰𝗮̂𝗺𝗮𝗿𝗮𝘀 𝗺𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗶𝘀 a gestão dos 𝗮𝗻𝗶𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗲𝗿𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀....

