O Sistema Volta gerou uma forte onda de contestação em Portugal, sendo apelidado por muitos cidadãos como uma "aberração" ou "vigarice" devido a várias falhas técnicas, custos adicionais para as famílias e problemas de higiene pública nas ruas.
Trata-se, na verdade, de uma fraude gigantesca. A empresa SDR Portugal, anunciada como "uma empresa sem fins lucrativos" é constituída pelos maiores fabricantes de bebidas, cadeias de supermercados, e afins, entre outras.
Note-se que a factura da recolha e reciclagem das embalagens deveria ser da responsabilidade dos fabricantes das bebidas, segundo a Comissão Europeia, cuja objectivo seria que, até ao fim de 2026, se atingisse uma percentagem de 77% de embalagens recolhidas para reciclagem - no entanto a SDR Portugal conseguiu, do Governo Português, uma autorização para transferir para os consumidores a referida factura.
Em Portugal, nesta altura, a percentagem de vasilhame recolhido pelo sistema Volta situa-se nos 38% - o que é o mesmo que dizer que o valor cobrado referente aos restantes 62% fica nos bolsos da "empresa sem fins lucrativos - um montante que atinge valores na ordem dos milhões de euros anuais.
Na maioria dos países europeus não é cobrado qualquer depósito na compra das bebidas e o sistema paga 1 cêntimo por cada embalagem devolvida às máquinas - há apenas 2 ou 3 excepções, em que é cobrado um depósito entre 1 e 3 cêntimos com devolução pelo sistema.
A nível financeiro, o destino do montante proveniente das embalagens rejeitadas — ou das garrafas que os cidadãos acabam por deitar no lixo comum por conveniência — tem um contorno estrictamente privado. Este fluxo de capital (conhecido internacionalmente como unredeemed deposits ou depósitos não resgatados) não reverte para os cofres do Estado, nem é canalizado diretamente para fundos públicos de limpeza oceânica ou reflorestação. O dinheiro fica retido na gestão da própria SDR Portugal para assegurar a auto-sustentabilidade financeira e operacional do circuito montado pelas próprias empresas.
O "Programa Volta" demonstra como as directivas ambientais da União Europeia podem ser manipuladas e adaptadas ao mercado nacional através de modelos manhosos que desoneram a indústria produtora dos custos directos de recolha e ainda lhe permitem lucros fabulosos. Ao transformar o cidadão no agente logístico principal do sistema, a SDR Portugal montou um circuito onde o consumidor financia o processo adiantadamente e assume o frete da triagem, ao mesmo tempo que acumula lucros fabulosos ...
Atenção
Cobranças indevidas: Cafés, bares, áreas de serviço e restaurantes cobram muitas vezes os 0,10€ de depósito mesmo para consumo no local, o que é ilegal se a embalagem lá ficar.
Doação directa na máquina
Quando vai a um supermercado e coloca as suas garrafas e
latas intactas numa máquina Volta, o ecrã dá-lhe várias opções antes de emitir o
talão.
Escolha a opção de doação: Em
vez de pedir o vale de desconto para si, pode selecionar o botão de apoio
solidário.
Selecione a instituição: Os Bombeiros Voluntários de Almeirim são uma das entidades oficiais integradas directamente no sistema de doações da máquina. O valor total acumulado (10 cêntimos por embalagem) vai directamente para eles.
Entregar as garrafas físicas no quartel
Pode juntar as garrafas em casa e deixá-las directamente no quartel e os próprios bombeiros tratam de levar os grandes volumes de plástico às máquinas ou quiosques municipais para levantar o dinheiro dos depósitos.
















