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15 agosto 2026

GNR - Fiscalização de acampamentos ocasionais e bem-estar animal

 

Antigamente era assim ...



OBS: A GNR realiza patrulhamentos e operações de fiscalização regulares na zona da Raposa, englobando ações de prevenção, limpeza de terrenos e segurança geral da população local.

A freguesia e aldeia da Raposa é servida territorialmente pelo Posto Territorial de Almeirim da GNR, situado na Rua António Sérgio, n.º 34, em Almeirim, com o contacto telefónico 243 570 690


08 agosto 2026

Ecolezíria condenada - Aterro da Raposa

A Ecolezíria foi condenada por operar 

o aterro da Raposa sem licença de resíduos.

A empresa intermunicipal foi multada por operar o aterro da Raposa sem licença, que tinha caducado em 2014, num processo que expôs fragilidades de gestão e irregularidades na localização do ecocentro em reserva ecológica, numa altura em que a nova administração pública da Ecolezíria corre contra o tempo para encontrar uma alternativa ao aterro e evitar o colapso do sistema de recolha e tratamento dos resíduos.

Fonte: O Mirante

06 agosto 2026

A nova Lei n.º 38/2026

Foi publicada no passado dia 3 de agosto a Lei n.º 38/2026, que entra em vigor este sábado. É uma mudança importante e vale a pena perceber o que muda.

Até agora, a lei determinava a proteção civil socorrer pessoas e bens. Os animais não estavam previstos, o que na prática significava que cada operação de socorro dependia da sensibilidade e da disponibilidade de quem estava no terreno. Passa a estar escrito na lei: proteger e socorrer pessoas, animais e bens.
O que isto significa no concreto:
1.⁠ ⁠Cada município passa a ter de planear a evacuação, o alojamento e o abastecimento dos animais em caso de acidente grave ou catástrofe, e a treiná-lo através de simulacros.
2.⁠ ⁠Nas operações de socorro, passa a existir uma zona própria para acolhimento e triagem de animais.
3.⁠ ⁠As comissões de proteção civil passam a incluir quem percebe do assunto: representantes de saúde e bem-estar animal indicados pela DGAV, os médicos veterinários municipais e entidades reconhecidas que atuam no socorro animal.
Ou seja: deixa de depender da boa vontade e passa a fazer parte do planeamento.



29 julho 2026

VESPAS

As vespas são insectos voadores da ordem Hymenoptera, conhecidos principalmente pela cintura fina, corpos sem pelos e pela capacidade de picarem várias vezes. As espécies mais comuns dividem-se em vespas sociais (que vivem em colónias), vespas solitárias e a perigosa vespa asiática(Vespa velutina)

Espécies Comuns em Portugal

  • Vespa Europeia (Vespa crabro): Cabeça amarela e vermelha, abdómen amarelo com riscas pretas, tamanho grande (rainhas até 35 mm).
  • Vespa Asiática (Vespa velutina): Espécie invasora escura, com uma faixa laranja no abdómen e pontas das patas amarelas.
  • Vespa-do-papel (Polistes dominula): Corpo negro com riscas amarelas que constrói ninhos pequenos parecidos com papel mastigado.
Cuidados e O Que Fazer
  • Picadas: Ao contrário das abelhas, as vespas não morrem após picar e podem fazê-lo várias vezes. Podem causar reações alérgicas graves.
  • Ninhos: Se encontrar um ninho perto de casa, mantenha a distância, evite barulhos ou movimentos bruscos.


25 julho 2026

Despejos nas sarjetas !

 

Sabia que lavar o carro ou despejar água com detergente no sumidouro da rua é ILEGAL?

Os sumidouros (as sarjetas) não são esgotos.

​Enquanto a água que vai pelas canalizações de casa passa por uma ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) antes de ser devolvida ao meio ambiente, a água que entra nos sumidouros da rua vai directa e sem qualquer tratamento para os nossos rios e oceanos.

Qual é o impacto na natureza?

​Toxicidade directa: Os detergentes contêm químicos (como tensioativos) que destroem a camada protectora da pele e escamas dos peixes, além de sufocarem os anfíbios.

​Falta de oxigénio: Os fosfatos presentes em muitos produtos de limpeza provocam o crescimento excessivo de algas. Quando estas morrem, consomem o oxigénio da água, criando "zonas mortas" onde nada sobrevive.

​Poluição da água que usamos - cabamos por contaminar ecossistemas inteiros de onde depende toda a biodiversidade — e, em última análise, a nossa própria saúde.

​O que diz a lei?

​Deitar águas residuais ou resíduos poluentes na via pública e na rede de águas pluviais é uma infracção ambiental grave, sujeita a coimas pesadas.

As canalizações das casas passam por uma ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) antes de ser devolvida ao meio ambiente, a água que entra nos sumidouros da rua vai direta e sem qualquer tratamento para os nossos rios e oceanos.

O despejo de óleos, tintas, águas poluídas, águas contaminadas, detergentes, ou outros resíduos nas sarjetas e sumidouros públicos em Portugal constitui uma contraordenação punível com coimas que variam entre 250 euros e 2.500 euros para pessoas singulares, podendo atingir valores consideravelmente superiores para pessoas colectivas, consoante os regulamentos de cada município.


23 julho 2026

O filho ilegítimo de Salgueiro Maia

Um jovem que diz ser filho de Salgueiro Maia tem actualmente 41 anos, é luso-americano e nasceu da paixão entre Salgueiro Maia e uma Açoriana. 

Andrew Salgueiro Maia

Andrew Philip Salgueiro Maia é filho do tenente-coronel Fernando Salgueiro Maia, mas a Justiça portuguesa não o reconhece.

Dois anos depois de liderar o golpe militar que conduziu à Revolução de Abril, Salgueiro Maia - o ‘Capitão sem Medo' - roubava o coração de uma jovem açoriana emigrada nos Estados Unidos, que passava férias em São Miguel, para onde o militar fora transferido. 

A relação durou dez anos. Dessa paixão, alheia ao casamento com Natércia - a esposa oficial, com quem adoptou duas crianças -, nasceu em 1985 um filho luso-americano, Andrew, que avançou com uma acção no tribunal de investigação de paternidade, na comarca de Santarém. 

Um filho que cresceu em New Jersey com o nome de um pai que não era o seu mas sim o do companheiro da mãe,  que conheceu como pai, e com quem conviveu até à separação do casal. 

Nunca terão tido uma relação muito próxima, até porque este ‘pai emprestado' voltou para Portugal e o contacto passou a ser espaçado. A. só soube da verdade em 2008. "A mãe queria ter contado mais cedo quem era o pai verdadeiro, mas não conseguia arranjar coragem e foi adiando - chegou a pedir ao padrinho de Andrew para ser ele a contar a verdade.

Andrew cresceu a achar que Salgueiro Maia era um amigo da família - sabia as histórias da Revolução, mas quando soube a verdade passou um mau bocado, um momento complicado da sua vida.

Não se pode dizer que tenha ficado aborrecido com a mãe, mas ficou abalado com a notícia -  choque deu lugar  à vontade de repor aquilo que até então lhe fora negado, bem como uma certa alegria e orgulho nos apelidos Salgueiro Maia, que acrescentou ao nome mal conseguiu a nacionalidade portuguesa. 

A batalha durou cinco anos no consulado americano e por isso só cinco anos depois de saber de quem é filho, avançou para tribunal. Salgueiro Maia conheceu o filho quando este tinha um ano e meio. Há uma fotografia que o prova (e que, aliás, faz parte do processo que corre em tribunal), em que segura ao colo o bebé que não reconheceu como seu "por ter uma relação muito sólida com a esposa e não a querer magoar" mas que carrega o seu ADN. 

Ainda assim, quase três décadas depois do nascimento do filho ilegítimo, o caso tem tudo para ser pacífico entre as partes. Mal soube quem era o pai, Andrew viajou para Portugal para conhecer a viúva do pai, a Natércia, que até aí desconhecia a sua existência, mas que o recebeu bem. Na semana seguinte Andrew adicionou Catarina Salgueiro Maia (nascida em 1986, dois anos depois dele), a filha adoptiva do capitão ao seu Facebook. O casal Maia também adotou também Filipe, em 1989. 

Quem conheceu o pai e agora conhece o filho garante não haver margem para dúvidas - é um cara do pai - desde o rosto, a voz, até a maneira de andar - só não fala português.  O afastamento entre a mãe de Andrew, uma empresária do ramo da joalharia, e Salgueiro Maia já tinha sido antecipado por quem os conhecia - era uma relação pontual - só se encontravam nas férias, quando ela ia aos Açores, primeiro, e a Lisboa (depois de ele voltar para Santarém). Mas foi a grande paixão da vida da mãe do Andrew.

O jovem formou-se com distinção no Trinity College e esteve no quadro de honra nas disciplinas de Direito e Políticas Públicas e é actualmente responsável de marca numa empresa de marketing e publicidade e prepara-se para iniciar um MBA em Negócios e Administração. 

Na sua página do Facebook, tem uma foto ao lado de Bill Clinton, ex-presidente americano. É ambicioso, como o pai foi, pertence àquela nova geração de americanos cujo caminho não passou pelo álcool, nem pelas drogas. Reclama a paternidade por integridade, por achar que tem direito a um pai, ao pai que lhe pertence por direito. 

Fernando José Salgueiro Maia

Apesar do teste de ADN ter confirmado a paternidade biológica, Andrew enfrenta uma longa batalha legal em Portugal para ser legalmente reconhecido como filho, uma vez que os tribunais rejeitaram o pedido com a justificação de que todos prazos previstos na lei para reclamar a filiação tinham sido ultrapassados.

Nos Estados Unidos, o caso não ofereceu qualquer dificuldade e desde 2008 que o requerente é, oficialmente, Andrew Philip Salgueiro Maia, conforme consta em todos os seus documentos pessoais.