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16 dezembro 2025

ATERRO DA RAPOSA - Atentado ao Ambiente

AINDA NÃO É DESTA ...

Projecto para o aterro da Ecolezíria na Raposa é atentado ao ambiente 

notícia de notícia de



As cegonhas e os aterros sanitários

Cegonhas nas lixeiras (aterros sanitários) é um fenómeno crescente relativo a aves migratórias, como a cegonha-branca, que trocam as suas rotas tradicionais por "fast-food" fácil em aterros e lixões, aproveitando restos orgânicos, mas enfrentando riscos como ingestão de plásticos e fios que causam ferimentos graves ou a morte, destacando a adaptação das espécies aos ambientes humanos e os perigos da poluição plástica.


Porquê que as cegonhas vão para as lixeiras?
  • Fonte de Alimento: Aterros sanitários oferecem um suprimento constante de comida fácil, como insectos, pequenos animais e restos orgânicos, substituindo a caça tradicional.
  • Alteração de Comportamento: A busca por comida em locais próximos a humanos, em vez de voos migratórios longos, é uma mudança comportamental notada não só nas cegonhas como em várias espécies. 

Os Perigos para as Cegonhas:
  • Ingestão de Plástico: As aves ingerem pedaços de plástico, levando a problemas internos graves, como demonstrado por casos de cegonhas com centenas de plásticos no estômago.
  • Enredamento (Engancho): Fios de enfardar (plástico resistente usado na agricultura) e outros resíduos sintéticos enrolam-se nos membros ou pescoços das aves, causando ferimentos, necrose e amputações, muitas vezes fatais, mesmo em juvenis com poucas semanas de idade.
  • Poluição de Ninhos: Materiais de lixo são levados para os ninhos, aumentando o risco de enredamento para as crias. 
  • Duas em cada três cegonhas-brancas são vítimas da poluição por macroplásticos.




Mamíferos carnívoros em Portugal


  • Lobo-Ibérico: O maior predador português, protegido e vital para os ecossistemas, com populações a norte e sul do Douro, uma espécie protegida e em perigo.
  • Lince-Ibérico: Uma espécie criticamente ameaçada, com um projecto de conservação em Portugal e Espanha. (Programa Lince).
  • Saca-Rabos (Geneta): O único carnívoro diurno.
  • Raposa, Gato-Bravo, Lontra, Texugo, Fuinha: mamíferos carnívoros presentes em diversas regiões. 
  • Urso Pardo Ibéricoextinto como espécie residente em Portugal por volta do século XVII / XVIII, com o último registo de um indivíduo abatido em 1843 no Gerês - no entanto a sua presença é ocasionalmente confirmada por avistamentos dispersos no norte de Espanha, onde se estima que existam cerca de 280 exemplares na Cordilheira Cantábrica e em Portugal no Parque Natural de Montesinho, junto à fronteira com Espanha.
POR FAVOR DEFENDA O PATRIMÓNIO ANIMAL

Defender o património animal envolve proteger a fauna silvestre e doméstica através de denúncias de maus-tratos (à GNR/SEPNA, PSP/BriPA, IRA), respeitar habitats (evitar desmatamento), denunciar tráfico/caça ilegal, apoiar ONGs e promover leis mais fortes e a consciência pública sobre o bem-estar animal e a importância da biodiversidade. É um esforço conjunto entre cidadãos, autoridades e organizações para garantir dignidade e preservação das espécies.

14 dezembro 2025

AS MOTORIZADAS EFS

As motorizadas EFS tiveram um papel icónico e fundamental na mobilidade das aldeias portuguesas, sendo um símbolo de independência e progresso na época. Eram omnipresentes nas zonas rurais de Portugal, permitindo às populações deslocações fáceis e rápidas.

Motorizada EFS Gt Super restaurada ao pormenor por Luís Mineiro


Nascida em 1910 e fundada por Eurico Ferreira de Sucena em Aveiro, a EFS começou por fabricar selins de bicicletas. Este emigrou entretanto para o Brasil e em  1921 regressou a Portugal e reactivou a  Sucena & Filhos, Lda., mantendo o fabrico de peças de bicicleta. Só em 1939 é que iniciou a construção de bicicletas completas.

Em 1947 a EFS Lda. passou a EF Sucena & Filhos, Lda., pois Eurico Sucena deu  sociedade aos três filhos: Eduardo (director de produção), António (moldes e protótipos e director de manutenção) e Ernesto (director financeiro e comercial).

Em 1950, a empresa começou a construir as primeiras motorizadas na Borralha - Águeda.  Dois anos mais tarde iniciou a comercialização das primeiras motorizadas EFS com motores ingleses Villiers. Em 1956 sairam as primeiras EFS com motor Zündapp (modelo RN 1956) até 1964, que se destacavam pela qualidade de construção, pintura e cromados.

Concentrada nos ciclomotores, em 1978 a empresa iniciou a produção de motociclos - uma moto de 125cm3 com motor Puch de dois tempos. Como não fabricavam motores os seus modelos eram equipados sobretudo com motores Sachs, Zundapp, Casal, Puch e Kreidler, Cucciolo, Derbi, Minarelli e até mesmo da japonesa Yamaha.

Na década de 1980, a forte concorrência de fabricantes internacionais, particularmente japoneses, obrigou ao encerramnento da empresa, acontecendo o mesmo a outras empresas do ramo em Portugal, como a Macal, Casal e Famel.

Iluminação de Natal na aldeia













 



07 dezembro 2025

Estado do tempo em todas as regiões de Portugal

Aqui poderá encontrar previsões detalhadas do estado do tempo em todas as regiões de Portugal. As previsões são detalhadas hora a hora e incluem mapas de chuva e outros pormenores importantes.

Clique por favor aqui ou na imagem



30 novembro 2025

Animais maltratados por aqui ...


Há "pessoas" que tratam os animais como se fossem objectos. 

"Pessoas" podem também maltratar os cães por sofrerem de problemas como ansiedade, depressão ou traumas de infância com animais, ou ainda por pura maldade, desumanidade, déficits mentais ou outras razões. Os animais sofrem, tal como os humanos, com o calor e frio, com o desconforto, com a fome ou alimentação deficiente - também sentem dor e medo, sofrem imenso com a prisão e com o abandono e falta de carinho.

Para além das mazelas físicas inerentes ao acorrentamento, esta prática causa aos animais – normalmente cães – um sofrimento psicológico que pode manter-se mesmo depois de o cativeiro terminar. No que respeita aos danos corporais, vários veterenários descreveram patologias que vão desde coleiras incrustadas na pele – por terem sido postas quando o animal ainda era pequeno e nunca mais terem sido retiradas, causando lesões irreversíveis, porque o fluxo sanguíneo não chega devidamente ao cérebro – até meningites, hérnias cervicais e lesões na traqueia, na coluna e nos ossos, nas situações em que a corrente excede 10% do peso da vítima

Além disso, o animal preso fica incapaz quer de se defender, no caso de ser atacado por outros bichos, quer de escapar a catástrofes, como inundações ou incêndios.

Note-se que a polícia não precisa de mandado judicial para entrar no domicílio de quem comete este tipo de crime, uma vez que existe um flagrante delito e que estamos perante um delito que prevê pena de prisão

Infelizmente tanto aqui na Aldeia de Raposa como em zonas limítrofes há muitos animais, nomeadamente cães, em sofrimento permanente. Cães acorrentados em terrenos (para servirem de guardas), em quintais, ou enjaulados com condenação a prisão perpétua, expostos ao calor e frio. "Donos" que são "perfeitos monstros", insensíveis ao sofrimento dos animais que, mesmo assim, conseguem "abanar os rabitos" nas poucas vezes que vêem os seus carrascos.

Se testemunhar ou suspeitar de pessoas que não tratam bem os cães, a sua intervenção pode fazer a diferença. POR FAVOR DENUNCIE.


1. Maus-tratos Imediatos ou Abuso Ativo (Emergência)
Se o cão estiver em perigo imediato, a sofrer agressão física, negligência severa (ex: desidratação, ferimentos graves sem tratamento) ou se a sua vida estiver em risco, deve contactar imediatamente as autoridades:
  • Polícia de Segurança Pública (PSP) ou Guarda Nacional Republicana (GNR): Ligue para o número de emergência nacional (112) em casos de flagrante delito ou perigo iminente. Estas entidades têm a competência para intervir no local e resgatar o animal, se necessário.
2. Negligência ou Maus-tratos Crónicos (Não Emergência)
Para situações contínuas, como um cão constantemente acorrentado, sem acesso a água ou comida, ou a viver em condições insalubres, deve formalizar uma denúncia junto das entidades competentes:
  • Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR: O SEPNA (GNR Almeirim tel. 243570690) é a entidade em Portugal com a missão específica de fiscalizar e investigar crimes e contraordenações ambientais e de proteção animal.
    • Pode apresentar a denúncia presencialmente num posto da GNR, por telefone através da linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), ou online no Portal do Cidadão ou no site da GNR.
  • Médico Veterinário Municipal (MVM): A câmara municipal da sua área de residência tem um veterinário responsável que pode inspecionar as condições de alojamento e saúde dos animais e emitir ordens para correção das condições ou apreensão do animal. 
3. Organizações de Bem-Estar Animal
Pode também contactar associações de proteção animal locais (como a ANIMALIFE ou outras associações municipais) para reportar a situação. Embora não tenham poder policial, estas organizações podem oferecer orientação, realizar verificações de bem-estar (se tiverem autorização), e fazer pressão junto das autoridades competentes. 
Associações zoófilas, tendo em conta a sua experiência nestes casos, podem também dar uma ajuda a recolher informações, a encaminhar denúncias e a fornecer orientações sobre como proceder numa situação de violência contra animais.
Dicas Importantes ao Denunciar:
  • Reúna Provas: Documente a situação com fotos, vídeos e anotações (datas, horários, localização exata). Estas provas são cruciais para a investigação das autoridades.
  • Seja Específico: Forneça o máximo de detalhes possível sobre a localização do animal, a descrição dos maus-tratos e a identificação dos responsáveis, se souber.
  • Mantenha a Calma: Evite confrontos diretos com os donos, pois isso pode agravar a situação para si e para o animal. Deixe a intervenção a cargo das autoridades. 
Em Portugal, os maus-tratos a animais de companhia são crime, punível por lei com pena de prisão ou multa, dependendo da gravidade. A sua denúncia é uma obrigação e um passo fundamental para garantir que os animais sejam protegidos e que os responsáveis sejam responsabilizados.