A Ecolezíria tem a taxa de reciclagem mais baixa do país e envia 87% dos resíduos para aterro
Os números divulgados pela Agência Portuguesa do Ambiente, relativos a 2025, são preocupantes.
A RSTJ (Resíduos Sólidos do Tejo), responsável pelo tratamento de resíduos de concelhos como Santarém, Chamusca e Golegã, atingiu uma taxa de preparação para reciclagem e reutilização de 62%.
Já a ECOLEZÍRIA, EMPRESA INTERMUNICIPAL RESPONSÁVEL PELA GESTÃO DO ATERRO DA RAPOSA E DOS RESÍDUOS DE ALMEIRIM E DE OUTROS CINCO CONCELHOS, ficou-se pelos 8%, O PIOR RESULTADO DO PAÍS!
E há mais: enquanto no sistema dos nossos vizinhos 45% dos resíduos são depositados em aterro, na Ecolezíria esse valor chega aos 87%.
Isto significa que continuamos a depositar em aterro enormes quantidades de lixo, incluindo materiais como plásticos e metais, que poderiam ser recuperados e reciclados e que podem permanecer no ambiente durante muitos anos.
MAS HÁ UM DADO AINDA MAIS PREOCUPANTE: EM 2021, A ECOLEZÍRIA APRESENTAVA UMA TAXA DE PREPARAÇÃO PARA RECICLAGEM E REUTILIZAÇÃO DE 56%. EM APENAS QUATRO ANOS, CAIU PARA 8%!
O presidente da Câmara de Almeirim, Joaquim Catalão, anunciou recentemente um investimento previsto de 30 milhões de euros para modernizar o tratamento de resíduos na Raposa.
Esse investimento poderá contribuir para melhorar a situação no futuro. Mas não explica o que aconteceu no passado.
COMO FOI POSSÍVEL PASSAR DE 56% PARA 8%? QUE DECISÕES FORAM TOMADAS AO LONGO DESTES ANOS? QUE MEDIDAS FORAM ADOTADAS PARA EVITAR ESTA DEGRADAÇÃO DOS RESULTADOS? E QUEM ERA RESPONSÁVEL POR ESSAS DECISÕES?
É importante investir no futuro. Mas é igualmente importante esclarecer o passado e apurar responsabilidades.
Notícia original - Notícias do Sorraia, 16 de outubro de 2026:
