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02 outubro 2025

Eleições Autárquicas 2025 - Vá votar !

VÁ VOTAR !!!

Ao chegar à mesa de voto, no próximo dia 12 de Outubro, ser-lhe-ão entregues três boletins de voto: um verde para a câmara municipal, um amarelo para a assembleia municipal e um branco para a assembleia de freguesia. Além das diferentes cores, cada um dos boletins contém, por escrito, a que órgão se destina o voto e é acompanhado pelo respetivo símbolo no canto superior direito.

A tripla votação permite escolher os mesmos candidatos para os vários órgãos ou votar em partidos ou movimentos independentes distintos. E não é obrigado a votar nos três boletins: pode informar a mesa de voto – se assim o desejar – que pretende votar apenas para um ou dois dos três órgãos da autarquia. Os votos que não realizar serão contabilizados como abstenção.


O que significa cada um destes votos?

Boletim verde: câmara municipal

A cruz que colocar no boletim verde é a que vai determinar quem serão os membros do executivo do município. Ou seja, vai escolher o presidente e os vereadores da câmara municipal.

A pessoa que lidera a lista mais votada irá assumir automaticamente o papel de presidente da autarquia, enquanto os cargos de vereadores são atribuídos às diferentes candidaturas, seguindo o metodo de Hondt – o mesmo cálculo proporcional que é utilizado para a distribuição de deputados na Assembleia da República.

Cabe ao presidente eleito designar, entre os vereadores, quem será o vice-presidente, assim como distribuir os pelouros do executivo. Nem todos os vereadores têm de receber um pelouro, podendo os elementos da oposição pertencer à vereação sem ficar responsáveis por uma tutela.

O número de vereadores eleitos difere de câmara para câmara, tendo por base o número de eleitores registados em cada município. Lisboa é o município com mais vereadores, com 16 vereadores – o valor máximo – enquanto o Porto tem 12. O presidente da câmara não é contabilizado como vereador.

Boletim amarelo: assembleia municipal

A assembleia municipal é o órgão deliberativo do concelho. Tem como principais funções apreciar as políticas do município, aprovar as propostas de orçamento, rever os relatórios de contas e fiscalizar a atuação do executivo camarário, entre outros. É também nas assembleias municipais que se apresentam e votam as moções de censura ao executivo – no máximo uma por mandato.

A votação separada entre a assembleia municipal e a câmara já foi colocada em causa e várias propostas foram apresentadas no Parlamento para alterar a lei eleitoral e unir estes dois votos. O objetivo é que os cidadãos passem a eleger a assembleia municipal, sendo o órgão deliberativo a formar governo para o executivo camarário – replicando o método usado na eleições legislativas.

No entanto, para que haja uma alteração à lei eleitoral autárquica é necessário o voto a favor, no Parlamento, de dois terços dos deputados, pelo que esta proposta nunca chegou a ser aprovada.

Boletim branco: assembleia de freguesia

A eleição da assembleia de freguesia está diretamente relacionada com a eleição da junta de freguesia, uma vez que é da primeira reunião do órgão deliberativo que saem os membros para o executivo. O líder da lista mais votada assume o cargo de presidente da junta, enquanto os restantes vogais são selecionados pela maioria. Esta nomeação pode ser em lista ou de forma uninominal, onde se vota individualmente para cada um dos cargos.

Além da nomeação do executivo, a assembleia de freguesia tem funções de fiscalização e aprovação de orçamentos e relatórios de contas, entre outras. Para isso, a lei exige que os eleitos se reúnam em quatro sessões ordinárias anuais – em abril, junho, setembro e novembro/dezembro. Podem também ser convocada sessões extraordinária por iniciativa da mesa da órgão deliberativo ou por requerimento do presidente da junta, dos elementos do órgão executivo ou de um conjunto de cidadãos.

29 setembro 2025

A Raposa matreira !

A RAPOSA QUE FOI AO GALINHEIRO

Um dia a Raposa, que rondava havia muito pela porta de um rico lavrador, dono de farta capoeira, descobriu nesta um buraco. Como o buraco era pequeno encolheu-se quanto possível, e, fazendo-se esguia, conseguiu caber por ele.

Ia só para estudar o caminho (pensava ela), e depois voltaria por lugar mais seguro e fácil.

Mas o mau foi apanhar-se lá dentro, pois assim que viu diante dos seus olhos as galinhas, galos, frangos, patos e perus, não teve mão na gula, deitou-se a eles e comeu, comeu, até se abarrotar.

No melhor da festa, quando estava que se não podia mexer, sentiu passos no pátio e quis fugir por onde entrara. Foi-lhe impossível! O buraco por onde coubera com a barriga vazia, não lhe deu passagem comela cheia a mais não poder, por grandes esforços que fizesse. Sentindo-se perdida, de que se há-de lembrar a grande manhosa? De fingir-se morta!

Deitou-se no meio do chão, muito estendida, com a língua entre os dentes, tal como se tivesse morrido de farta.

Quando o lavrador veio, de manhã, abrir a porta à criação, caiu-lhe a alma aos pés.

Os pobres animais que a gulotona não comera, matara-os e deixara-os de lado. Cheio de raiva ia para lhe dar uma paulada, gritando:

  Ah grande marota que estrago me fizeste na capoeira!...

Mas, tocando-lhe com o pé, imaginou-a já morta e, em vez de lhe bater, agarrou-lhe pelas pernas e atirou-a para a horta, dizendo:

 Tanto comeste que arrebentaste! Foi bem feito! Fica-te para aí, que logo te enterro, malvada!

A espertalhona, logo que se viu fora da capoeira, deu um pulo, e pernas para que te quero! Aquilo, foi fugir, campos fora, que nunca mais lhe puseram a vista em cima.

Então o lavrador jurou a si mesmo nunca mais se fiar em pessoas intrujonas, nem mesmo quando parecessem mortas.

Ana de Castro Osório

Medir com as mãos

Como medir com as mãos

 

18 setembro 2025

Quem anda de moto ou bicicleta ! Atenção !

O QUE SÃO OS ÂNGULOS MORTOS ?

São zonas invisíveis ao condutor, mesmo com o uso dos espelhos, devido ao tamanho do veículo. São particularmente perigosas para os outros utilizadores da estrada, particularmente ciclistas, motociclistas e peões, pois podem não ser vistos pelo motorista de um veículo pesado ou, em alguns casos, mesmo de um ligeiro.


MINHA NOITE, MEU DIA




MINHA NOITE, MEU DIA
RIBATEJO

 Rolando na estrada atenta
Desfaço a distância que resta
Da minha casinha modesta
Na aldeia, que espera e acalenta
Meus sonhos de um dia voltar
Que hoje eu procuro acertar
Num dia de folga, apenas
Faço acrescentar o meu tempo
Na noite que oferece mecenas
Ao meu descansado alento,
Já noite, a reconfortante calma
Do pequeno quarto, onde me deito.

E quando desperto renovada, como a aurora,
Onde escuto os cães vadios,
Guardiões do nada em alerta,
Refletem os movimentos,
Anunciam, a manhã que desperta,
Com um incessante pilpirrear, em crescente
Dos passaritos, que saúdam quem lá mora
Ali por perto, as rolas nas oliveiras,
Me encantam com seu arrulhar  
E na saudade, deste meu estar ausente
Eu vou pensando, saboreando,
Cada momento do presente,
Eu vou apreciando a minha vida,
E tudo o que nela conto, nesta hora.

Um pouco mais, e já o sol está a raiar
Um pouco mais, já eu me vou levantar
Abrindo as minhas portas, par a par
Eu olho o céu, saúdo a minha manhã
As minhas plantas do quintal, eu vou espreitar
Nas orvalhadas, refresco-me em vida sã
Com as minhas mãos na terra,
Arranco urtigas, e muitas ervas daninhas,
Que crescem assim sem parar.

Meus lírios brancos floriram,
Mostrando o chegar, de radiosa primavera,
E as minhas camélias brilhando,
Entre gotas e pérolas de orvalho,
Na linda cor, de rubra e madura romã,
Voam as flores dos pessegueiros,
Voando… como se fossem leve quimera.

Giestas, alecrins e rosmaninhos,
Entregam-se, ás abelhas em seu afã
Os legumes, em canteiros alinhados,
Crescem, em cada semana a passar,
Amadurecem, pelos meus carinhos afagados.

E mal começou, ou bem começou meu dia,
Em pequeno-almoço de doces aromas
Nos pequenos mimos, de um dia especial
Na saudação a quem está próximo, em alegria
Ou alguém anónimo, encontrado ao caminhar,
Nas fotos que se fazem, para um dia recordar.
Já a fogueira que se ateia, para o churrasco fazer,
Com a mesa no alpendre, para ali mesmo comer
Os tomates e alfaces, ainda na terra a crescer
No meu quintal de regalos, que eu olho com prazer.

O repasto de um almoço, bem diferente e prazeroso,
Onde se integra a diferença, de mais sabor e odor
Onde o descanso da sésta, e num relaxe amoroso
Vai chegando a tarde calma, em passeio de namoro
Vai assim fugindo a folga, no seu sentido valor
Chega a hora de pensar, no regresso á cidade
Já são horas do jantar, pois já está a anoitecer
Hora ainda para pensar, sentindo alguma vaidade.
E nesta avaliação total, pode até haver cansaço!...
A fasquia ficou alta, de tudo o que quero fazer
São dias num caminhar, atrás de um, outro passo
Atrás da noite, outro dia, vivido com muito prazer.

UM POEMA DE LÍDIA FRADE

Ciclismo na aldeia






25 de Abril na Aldeia

Comemorações d o 25 de Abril Festival de Folclore FIFCA 3 Comitivas internacionais e o Rancho Os Camponeses da Raposa Infelizmente o festiv...